quarta-feira, 16 de junho de 2010

O Tipo do carro do meu marido.

Até hoje me arrependo de ter presenteado com um carro a meu marido. Não pelo ato em si, mas por ter sido um carro velho (não podia dar um novo, né, e, afinal, “cavalo dado não se olha os dentes!”). Acredita que ele passa mais tempo na oficina do que comigo?! (ói, marido, eu digo!) Nunca vi uma coisa dessas! Qdo ligo e pergunto onde está, ele se adianta logo dizendo, n-a o-f-i-c-i-n-a. Daí pergunto: Qual das? Qual das oficinas? –repete já brabo, como se eu soubesse de todos os problemas existentes na máquina velha. Daí me lembro, do Tita?, -Não Luciana, esse é o pintor! Marcondes?, Noberto?, Noé...



Quando ele aponta algum tipo de problema relacionado ao do carro, seus amigos vão logo se adiantando na risada dizendo que é o “Tipo” do carro que ele usa. Mas o pior ainda não é isso, como se não bastasse, ele ainda se associou ao TipoClub e, proporcional ao tamanho de seu entendimento automobilístico, acabou se tornando moderador do time, quero dizer, do Club. (Qualquer dia desses... entro disfarçada neste tal Club, só para crer que, de fato, não há nada a mais do que delongas horas “cibernéticas”! Kkkk)



Bem, o bom é que, com tantos ajustes, o carro tem motor totalflex e é turrrrrbinado!!!!!!. E, o mais engraçado, é que ninguém dá nada por ele... mas... na estrada... ele é um arranque! Só vejo nas ultrapassagens meus filhinhos dando tchauzinho pela janela...



Quando marido pisa o acelerador... o corpo das crianças empurram a poltrona pra traz, enquanto gritam yaaaahooooo... Só escuto o pequenininho gargalhar gritando, “acerera”, pai, vai, “acerera”! quáquáquáquáquá...



Eu como gosto de correr, já propus uma troca no meu carro mais novo pelo dele. Mas ele insiste dizendo... o meu? - Não troco, nem vendo e nem dou!



Espero que um dia este carro finalmente fique pronto e possamos passar mais tempo pertinho... bem como testar nossa turbina em autoestrada...


Um dia de fotógrafa!

Um dia saí de casa, peguei meu carrão e fui comprar uma câmera fotográfica. Insisti com o moço da loja uma certa urgência nessa encomenda. Disse a ele que tinha um trabalho muito importante a fazer. Mas o moço tinha tantos outros pedidos que atrasou a entrega. Parece que todo mundo resolveu ser fotógrafo. Após três meses, enfim, a câmera chegou. Fiz curso aqui outro acolá e saí tirando fotos a torto e à direita.

Tudo era motivo para belas fotografias: da família, objetos, ruas, bichos, amigos... até de mim saí, eu mesma, fotografando.


Marido até se irritou dizendo que não precisava ter comprado uma câmera tão cheia de “praqueisso”. E aproveita para me lembrar que sou árdua e assídua consumista... e eu completo dizendo que da arte... de se vestir, de comer, de beber, de dançar, de reinar... hehehe...Tudo que me leva a pecar!

Tá. Então. Voltando ao meu mundo fotográfico, resolvi olhar as novas fotos por mim tiradas. E tomei um susto danado quando me vi mais gorda! Fiquei aaarrrrasada! Pense na dificuldade em aceitar! Saí tirando foto de mim em todos os ângulos... de cima pra baixo, de baixo pra cima, dos lados esquerdo (o mais bonito) e direito (o mais feioso), dos pés, das mãos, dos dedos, das unhas, enfim!


Outro dia, resolvi abrir o álbum com fotos antigas. E lá estou eu, ali, magriiiiiiiiiinha, que só vendo. Parei e pensei: Será que foi boa mesmo essa idéia de tirar fotos? Bem, só posso lhes dizer que hoje sou fascinada por fotografia. Só não me perguntem como faço pra entender e combinar aquela história de diafragma... foco... combinação de tempo e abertura para entrada de luz... que na hora de tirar fotos meus filhos nunca param e o que vai mesmo é no automático.


Até hoje coleciono um montão de cursos que comprei em bancas de revistas e muitas fotos tiradas no automático mesmo. Mas espero ainda que alguém, um dia, com muita paciência, possa me ensinar para que eu possa estrear minha câmera manualmente. E só para vocês terem a certeza de que eu fiz, de fato, o curso, confiram no endereço de um blog que eu criei com fotos da turma: http://www.fotosdeprimeiraestacao.blogspot.com/

domingo, 13 de junho de 2010

Mulher nunca tem razão!




Outro dia me irritei quando fui ao Shopping novo. Bem, na verdade já cheguei lá irritada, porque vivo sem tempo para andar em shoppings e, mais ainda, enfrentar filas em banco...
Imaginem o que me aconteceu? Com menos de 15 dias de um boleto atrasado, comecei a receber mensagens, ligações para o trabalho, insistindo com terrorismo, de que eu deveria ir à loja resolver um assunto de meu interesse, ou seja, pagar a última conta que não se encontrava como paga no sistema. Eu me senti péssima! Astral lá embaixo. Pois então. Saí correndo para pagar a tal conta, que eu já havia anteriormente insistido em fazê-la em menos prestações já alegando não ter como estar me locomovendo todo mês.
Então. Paguei a atrasada e antecipei a do mês posterior, prevenindo-me para não acontecer outra vez o mesmo.
Segui até o balcão para pagar o ticket de entrada e saída de automóvel, que, segundo a atendente,eu estava liberada por restar ainda 3 mim. Saí alegremente, andando toda lépida e faceira... quando chego na cancela, bloqueado. Tirei e passei o bilhete de novo e constando agora 14 min e 39 segundos. Eu corria para não ultrapassar dos 15min. E, numa agonia dana, tirava e botava, tirava e botava o tal ticket... Mas o sistema já havia bloqueado. Tentei falar pelo interfone. Mas ela não aceitou minha história. Resultado. Estava eu, num carrão danado, embaixo de um sol desgraçado, xingando até a avó, e me recusando a pagar R$ 2 reais pelo transtorno causado. Não tive outra: Subi o meu fio, passei com o pneuzão sobre o jardim e só vi aparecendo um monte de homens vestido de garçom, calça preta e camisa branca com um walk talk na mão por traz de plantas e portas internas. Foi um deus nos acuda. E eu, bestona, ainda parei para xingá-los, quando deveria seguir em frente enquanto o portão estava aberto. Conclusão: fecharam o portão e não adiantou em nada minha história, mulher não tem razão nunca! Ainda tive que pagar, ou melhor, pagaram por mim, porque do carro eu nem desci. Mas saí pensando... se fosse o maridão, com certeza, eles tinham resolvido, pedido perdão, oferecido uma aguinha... e, como sempre, pedido o endereço de seu escritório para que ele resolvesse uma causa jurídica! Hehehe... Sabe como é lábia de advogado, né?, Advogados conseguem tudo com boa conversa. Ele tem sempre mais sorte que eu... Preciso aprender mais com ele.
Conselho: Não façam o que eu fiz! Não pulem cercas, sejam pacientes, levem-nos na conversa, usem do charme... peçam até desculpas, se for o caso! Sejam, infinitas vezes, pacientes. Quem sabe terão também uma outra boa história pra contar. A minha eu gosto! Até hoje fico rindo com aquela desastrosa situação. Na próxima, eu passo por cima! Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

sexta-feira, 11 de junho de 2010

O tempo passa e a teoria da gravidade se confirma




Hoje, feliz, tenho um maridão, três filhos lindjios que são muito carinhoooosos e chamegueeeentos comigo. Eles são tudo que há de bom e é o que preciso. Só sinto que depois de tê-los, vivo numa luta ferrenha contra a balança. Mas continuo gostosa, - diz todos os dias meu marido. (Acho que é pra eu não emagrecer e ser paquerada!) Única coisa ruim que me aconteceu após as gestações: meu corpischo não é mais como era antes, not not, os pés também não... hihihi, e o resto... hum... nem se fala! A teoria da gravidade de fato existe! E o tempo é curto para cuidar tanto ainda e apenas do corpo. E tenho hora pra tudo, menos pra dormir que é o que mais gosto de fazer... kkk Chamegar na cama é bom demais. Agora tenho que cuidar de muitas coisas mais que não dava importância antes. Cuidar, cuidar e cuidar de quem a gente ama. Mas sem antes esquecermos de cuidar de nós mesmo. E pedir um tempo para o corpo, o rosto, de nossa cabecinha... dormindo bem. E aí fica tudo mais gostoso. Não esperamos nada de ninguém. O que vier é lucro!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Mãe, fazch machagem!


Acho tão bonitinho quando meu pimpolho me deita na cama, abre os braços e me pede: mãe, deita aqui para eu facher cafuné! Engraçado, era pra eu fazer isso nele. Mas ele nem pede. Há, mentira, ele pede sim, ele diz esticando seu pezinho gordinho. Mãe, fazch machagem! Meu peginho tá canchado! Hihihi que bonitinho.

Mãe, deixa eu scher scheu herói?


Meu filho, o mais novo, disse um dia pra mim que era meu herói. Eu fiquei tão feliz que até criei um personagem dele voando com uma capa azul sobre a minha cabeça, me abraçando e girando em minha volta com seu jeitinho callliiinhoso e schorriginho faceiro. Acho que me apaixonei mais uma vez. Ele conseguiu me trazer de volta um mundo dos contos de fada!

Fase exemplo

Passamos por fases da vida que servimos como exemplo. Exemplo às pessoas do trabalho (não podemos nem errar, nem faltar! Kkkk), às pessoas da família (aquetar o facho, hi hi hi, nada de namolá), pros filhotes (nada de ser descontraída demais, senão eles só a levam na esportiva na hora do aperto), pros vizinhos (ser a boa mãe, esposa, e, principalmente, a melhor das vizinhas cedendo aos pedidos de pitadas de sal e desentupidor de pia) pros, pros e pros...e por aí vai. Mas a verdade é que, em sendo, esquecemos de sermos nós mesmos. E descobrir quem somos não é tão difícil assim. É só olhar o presente e ver contente onde chegamos.